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João Caetano, sócio fundador da Redirection, fala sobre o mercado de saúde no Brasil

por Redirection
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Sócio fundador da Redirection concedeu entrevista a Gazeta do Povo comentando a consolidação recente no mercado de saúde no Brasil e especificamente no Paraná.

Por: Carlos Coelho - Gazeta do Povo

A chegada mais intensa de grupos nacionais de saúde ao Paraná é um ponto de alerta para hospitais e clínicas de médio porte, defende o especialista em fusões e aquisições João Caetano Magalhães, senior partner da consultoria Redirection e um dos idealizadores do recém-criado Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Fusões & Aquisições (Idefa). Para ele, em um cenário em que gigantes como NotreDame Intermédica e Rede D’Or disputam espaço, resta aos grupos locais se reorganizarem ou se juntarem a estas companhias.

"Os hospitais médios locais não têm muita opção além de se juntarem e fazer um grupo regional ou acabarem aderindo a alguma dessas plataformas de um player nacional. Isolados, eles podem sobreviver, claro. Mas a vida vai ficar cada vez mais difícil”, aponta o especialista, que já atende empresa do segmento.

Nos últimos anos, o Paraná se tornou uma das novas fronteiras do segmento da saúde no Brasil. Em uma série de movimentos, companhias como a NotreDame, a Sulamérica, a Rede D’Or, a Dasa e a Hospital Care compraram hospitais, clínicas e operadoras de planos de saúde locais, como Clinipam, Paraná Clínicas e Hospital Pilar. As negociações ocorreram sobretudo em Curitiba, Maringá e Londrina "Do final de 2019 até agora foram cerca de 12 operações de fusões e aquisições no setor de saúde agora. Nem todas as transações tiveram seu valor aberto, mas foi algo na ordem de R$ 4 bilhões em empresas com foco ou sede no Paraná", aponta.

"E existe em qualquer setor, não só o de saúde, a questão da janela. Quando existe um movimento de consolidação deste, existe uma janela onde existe um interesse maior destes grupos grandes de se fixar nessa região. Depois que passa essa janela, é igual dança das cadeiras. Começa a sobrar menos cadeiras. Lá na frente, com o pessoal já estabelecido aqui, ele pode fazer um movimento de fusão. Mas aí o interesse e o valor que ele vai atribuir àquela aquisição é menos estratégico. Então a tendência é que o valor também seja menor. Quem não se mexe nesse momento tende a ter mais dificuldade”, alerta Magalhães.

De acordo com o especialista, movimentos de fortalecimento local já tem ocorrido, mas em empresas maiores. "A Unimed está olhando esse movimento e dentro do possível tentando reagir. Por coincidência nós vimos uma notícia nesta semana de que a Unimed de Maringá está construindo um hospital próprio. Eles estão vendo a turma chegando e pensando 'vamos ter que fazer alguma coisa senão os caras vão jantar a gente'", diz. A cooperativa de saúde tem ao seu lado uma forte base de usuários. “Dos planos de saúde, elas têm cerca de 40% da participação. Isso, de alguma maneira, dá uma característica diferente para o nosso mercado". Aponta.


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Especialista em assessoria de transações nacionais e internacionais de Fusões & Aquisições para empresas do Middle Market.

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